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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

SANTÍSSIMO SACRAMENTO DO AMOR... É INSULTADO!?

Aqueles que zombam de Nosso Senhor merecem um testemunho? Veja aqui

Porque Jesus Cristo habita silencioso e como
que impassível quando é insultado no Sacramento de
seu amor?

Primeiro, porque, para os ímpios, como para os bons, a Eucaristia é “Mistério de Fé”, e os insultos de um ímpio não são razão para lhe fazer ver Aquele que ousa ultrajar.

Se assim fosse, bastaria insultá-lo no Santíssimo Sacramento para descobrir milagrosamente a Jesus Cristo e vê-lo com seus olhos. A impiedade obteria milagres, e, certamente, o que seria
mais insensato?

E, ademais, estes ímpios, estes sacrílegos, merecem ver Aquele cuja visão os converteria?

É ao amor, e não ao ódio, que o Divino Salvador se manifestaria se quisesse se manifestar:

Diante de Pilatos, de Herodes, dos fariseus, dos blasfemadores e dos executores, Jesus se calava, e se calará até o fim dos séculos. O próprio silêncio é uma punição: endurece, extingue um último resto de fé, impede o remorso.

O ímpio que insulta o Santíssimo Sacramento faz como os judeus sobre o Calvário, clamando ao Filho de Deus suspenso numa Cruz para salvá-los: “Ó, tu, que destróis o templo e o reconstrói em três dias, desce da cruz…!”

E acrescentavam: “Ele salvou a outros, e não pode salvar-se a si mesmo…! Se tu és o Filho de Deus, desce da Cruz e nós acreditaremos em ti…!” E Jesus não desceu da Cruz, e não disse outra coisa senão esta divina palavra, que converteu o bom ladrão: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!”.

Os protestantes, incrédulos, sacrílegos, dizem como os judeus:

“Tu que fazes milagres, tu que a Igreja diz ser o seu Deus, mostra-te então a nosso olhar, se tu estás verdadeiramente lá…! Se tu és o Cristo, se tu estás realmente presente nesta hóstia, sai do véu do teu Sacramento! Deixa-te ver… e acreditaremos em ti…” E como no calvário, Jesus se cala.

Não, a blasfêmia não é o caminho que conduz à fé; e os que ultrajam Jesus na Eucaristia se enganam terrivelmente se imaginam que a simples visão do Salvador bastaria para convertê-los.

Teriam temor, o que poderia bastar para salvá-los, e isto seria tudo. Porém, uma vez passado o susto, ficariam mais furiosos, e buscariam, no arsenal da ciência moderna, maneiras de explicar naturalmente este “fenômeno singular”, esta “ilusão de ótica”, esta “alucinação dos sentidos”, etc.

A fé não é filha do terror, e menos ainda da impiedade: é uma graça que não germina senão nos corações puros, sinceros e humildes.

Os milagres não são suficientes para converter. Vede Caifás, vede os fariseus. “ Este homem faz milagres, dizem uns aos outros, nós não podemos negar.”

Pode-se dizer o mesmo de todos os perseguidores, desde de os dos apóstolos até o dos nossos mártires contemporâneos; foram testemunhas de vários prodígios… Eles se converteram?

Portanto, Nosso Senhor habita e deve habitar impassível em face daqueles que o ultrajam no Santíssimo Sacramento. Ele é paciente com eles, como com todos os outros pecadores, porque a eternidade lhe pertence.

Seus inimigos não podem escapar de Sua terrível justiça: por que, pois, se apressar?

Ele é o Deus das misericórdias, que quer não a morte, mas a conversão do pecador; e deixa ordinariamente aos pobres tolos que o insultem o tempo para se converter.
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Fonte: “Presença real e os milagres eucarísticos” – Mons. de Ségur.

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