OS DIAS MINGUAM, AS HORAS REPETEM-SE A UMA VELOCIDADE SEM FREIO!

sábado, 12 de setembro de 2015

AS COISAS INVISÍVEIS QUE NOS PRENDEM!

UMA OPTIMA   REFLEXÃO PARA  SOBRE O FILME "O PEQUENO PRÍNCIPE"
Frame Piccolo Principe - pt
“A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa.
– Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”
Sinopse: Tributo à obra popular de Antoine de Saint-Exupéry, que foi traduzida em mais de 250 línguas e que já vendeu mais de 145 milhões de cópias em todo o mundo, o filme é centrado na amizade entre um excêntrico velho, O Aviador (Marcos Caruso) e uma garotinha bem crescida que se muda para a casa ao lado com sua Mãe (Priscila Amorim). Através das páginas do livro do Aviador e seus desenhos, a menina (Larissa Manoela) descobre a história de como ele há muito tempo caiu em um deserto e encontrou o Pequeno Príncipe (Mattheus Caliano), um menino enigmático de um planeta distante. As experiências do Aviador e o conto das viagens do Pequeno Príncipe para outros mundos fazem a menina e o Aviador ficarem muito próximos, embarcando juntos em uma aventura memorável.
Sempre ouvi falar muito bem da história do Pequeno Príncipe. Esse é um daqueles clássicos da literatura universal que todo mundo comenta aqui e acolá, você diz que vai ler, mas acaba não lendo. O fato é que talvez eu tenha menosprezado um pouco a história, tomando-a por açucarada ou piegas demais, se é que vocês me entendem.
Além do fato de as melhores frases já terem sido repetidas em demasia, o que a história de um príncipe (de que país?) vivendo sozinho num planeta (como? de que?) apaixonado por uma rosa poderia realmente acrescentar na minha vida? O filme, uma animação de Mark Osborne, não só me apresentou à obra como deu resposta a todas as perguntas céticas que me vinham à cabeça.
Como não li a obra, ater-me-ei apenas ao roteiro adaptado por Osborne que, sem dúvida alguma alargou seu horizonte para além dos círculos filosóficos e de auto-ajuda. O roteiro apresenta a história de uma menina que sonhava em entrar em uma escola renomada. O apoio da mãe, apesar de trabalhar o dia inteiro e deixá-la sozinha em casa, é irrestrito: ela elabora uma complexa rotina de estudos, um planejamento de resultados e pensa inclusive nas possíveis recompensas, caso o objetivo seja alcançado.
Mais à frente, a menina vai descobrir que o sonho de entrar na escola era, na verdade, um sonho da mãe conduzido com tanta radicalidade que a menina foi, inadvertidamente, obrigada a tomá-lo para si. Porém, um fato desconcertante muda toda a história. A hélice de um vizinho maluco quebra a parede da casa da menina enquanto ela estudava e então ela embarca numa aventura que muda completamente o rumo de sua vida. O fato inusitado foi a ponte que o diretor usou para ligar a história da menina, oprimida pelas circunstâncias impostas pelo sonho da mãe e as lições do Pequeno Príncipe.
Daí para frente, o autor circula entre o mundo real e o mundo de fantasia e imaginação das histórias do Príncipe contadas pelo velho aviador. A menina, como eu mesmo fiz, antes de assistir ao filme, chega cheia de preconceitos e ceticismos em relação à história do menininho com título de príncipe que vivia num planeta, conversava com uma rosa e uma raposa e viajava o mundo em busca de respostas para seus dilemas.
A personagem da menina para mim foi uma verdadeira sacada do diretor, pois fez com que o telespectador do século XXI se identificasse verdadeiramente com a história. Sim, na tentativa de atualizar delicadamente a história do Pequeno Príncipe, o autor criou uma história paralela tão grande quanto a do clássico. Dessa maneira, apesar de chama-se “O Pequeno Príncipe”, a versão cinematográfica poderia muito bem ter se remetido à menina no título, pois o telespectador entendeu que foi ela a responsável por descobrir que o “essencial é invisível aos olhos”.
Poderíamos fazer muitas reflexões e comentários sobre o filme, afinal, como toda obra filosófica, há muitas questões feitas e respondidas. Gostaria de destacar apenas um ponto que, para mim, ficou evidente e que, na hora, me lembrou do Papa Francisco. Por um lado, o Papa tem falado muito sobre a importância que deveríamos dar às pessoas mais velhas e, por outro, é evidente seu amor pelas crianças quando as beija nos Angelus na Praça São Pedro.
Assim, o Papa consegue ligar por seus ensinamentos as fases mais frágeis do homem: a infância e a velhice. O filme, por sua vez, ao relacionar a vida da menina com a do velho aviador, mostra o quanto essas fases têm a se somar. E mais, mostra que o Papa estava certo ao evidenciar de forma sutil que essas fases têm em comum a pureza, a sabedoria simples, a sinceridade, dentre outras coisas.
Não quis tratar sobre as frases epigrafais que o filme ecoa da obra de Saint-Exupéry porque, a maioria das pessoas, diferente de mim, deve ter lido O Pequeno Príncipe e, se não leu, recomendo vivamente que o leia. Porém, como poucas vezes fiz na vida, acredito que o leitor do nosso blog deveria assistir antes à versão cinematográfica de Mark Osborne. Afinal, testemunho próprio: foram os olhos de Osborne que tiveram o poder mágico de fazer com que eu tomasse a obra de Saint-Exupéry como livro de cabeceira; pasmem: sem nunca ter lido uma linha sequer da obra original.
Fonte:Aleteia

                                          

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ISLÃO- UMA FORMA DE ESTAR OU A DESTRUIÇÃO DO MUNDO OCIDENTAL?

ISLÃ
Algo pelo qual temos que estar MUITO preocupados... e ocupados!
Será o Islã da forma como o “vendem” no Ocidente, ou essa é só a sua versão“light”?
Esta é uma outra imagem da mesma fé familiar:
 e esta é uma imagem de fervente devoção familiar.
·       O Islã não é uma religião, nem um culto. Em sua forma mais ampla, é uma forma de vida 100% completa, total.
·       O Islã tem componentes religiosos, legais, políticos, econômicos, sociais e militares.
·       O componente religioso é uma fachada para todos os demais componentes.
·       A islamização começa quando se alcança em um país um número suficiente de muçulmanos para poder começar campanhas em favor de privilégios religiosos.
·       Quando as sociedades politicamente corretas, tolerantes e culturalmente diversas aceitam as demandas dos muçulmanos a favor de seus privilégios religiosos, alguns dos componentes restantes tendem também a infiltrar-se no resto dos aspectos da vida cidadã.

Vejamos como funciona tudo isto:
Enquanto a população muçulmana permanecer ao redor, ou menor que 2% do total de um país qualquer, ela será vista pela população local como uma minoria amante da paz, e não como uma ameaça séria aos demais cidadãos.
Isto é o que ocorre hoje em:
Estados Unidos: 0,6% de muçulmanos
Austrália: 1,5% de muçulmanos
Canadá: 1,9% de muçulmanos
China: 1,8% de muçulmanos
         Itália: 1,5% de muçulmanos
         Noruega: 1,8% de muçulmanos

Quando sua população cresce entre 2% e 5%, os muçulmanos começam a buscar novos adeptos dentro de outras minorias étnicas e grupos descontentes do lugar, principalmente com recrutamentos consideráveis em presídios e em grupos marginalizados. Isto está ocorrendo hoje em:
Dinamarca: 2,0% de muçulmanos
Alemanha: 3,7% de muçulmanos
Reino Unido: 2,7% de muçulmanos
Espanha: 4,0% de muçulmanos
Tailândia: 4,6% de muçulmanos


A partir de 5% de população muçulmana, eles exercem uma influência exorbitante devido à percentagem da população que representam. Por exemplo, insistirão na introdução de alimentos halal (limpos de acordo com os preceitos islâmicos), assegurando desta maneira empregos de manipuladores de alimentos reservados aos muçulmanos.
Depois pressionam as redes de supermercados à exporem os alimentos halal em suas gôndolas - junto com as correspondentes ameaças caso não se cumpram estes requisitos.
Estão neste estágio hoje: 
Franca: 8,0% de muçulmanos
Filipinas: 5,0% de muçulmanos
Suécia: 5,0% de muçulmanos
Suíça: 4,3% de muçulmanos
Holanda: 5,5% de muçulmanos
Trinidad y Tobago: 5,8% de muçulmanos

Chegando neste ponto, trabalharão para que a autoridade governamental permita que eles possam viver sobre a “Sharia”, a Lei Islâmica (dentro de seus guetos).
O objetivo principal dos islamitas é estabelecer a Sharia no mundo todo.

O que é a “Sharia”? Vejamos...
Isto é a “Sharia”:
            
Quando os muçulmanos se aproximam de 10% da população, tendem a aumentar a anarquia como um meio de queixar-se de suas condições de vida no país. Em Paris já temos visto as revoltas incontroláveis com queima de carros e bens públicos. Nesta situação, qualquer ação não muçulmana ofende ao Islã, e resulta em insurreições e ameaças, como as de Amsterdã sobre a oposição às vinhetas de Maomé e películas sobre o Islã. Estas tensões se vêem diariamente, particularmente nos setores muçulmanos de:

Guiana: 10,0% de muçulmanos
Índia: 13,4% de muçulmanos
Israel: 16,0% de muçulmanos
Quênia: 10,0% de muçulmanos
Rússia: 15,0% de muçulmanos
Ao alcançar os 20%, as nações podem esperar distúrbios aterrorizantes, formação de milícias jihadistas, assassinatos esporádicos, e a queima de igrejas.
Etiópia: 32,8% de muçulmanos
Com uns 40% de muçulmanos, as nações experimentam massacres generalizados, ataques terroristas crônicos, e guerra ininterrupta de milícias, como em:
Bósnia: 40,0% de muçulmanos
Chade: 53,1% de muçulmanos
Líbano: 59,7% de muçulmanos
Os países que alcançam 60% de população muçulmana experimentam perseguições sem limite aos não-crentes de todas as demais religiões (incluindo os muçulmanos não ortodoxos), limpezas étnicas esporádicas (genocídios), o uso da Lei “Sharia” como arma, e o estabelecimento da “Jizya”, o imposto sobre todos os infiéis, 
como esta ocorrendo em:
Albânia: 70,0% de muçulmanos
Malásia: 60,4% de muçulmanos
Catar: 77,5% de muçulmanos
Sudão: 70,0% de muçulmanos
A partir de 80% deve-se esperar intimidações e jihad violenta sobre a população não islâmica, algum tipo de limpeza étnica dirigida pelo Estado, e inclusive algum genocídio, a medida que estas nações expulsam aos poucos infiéis que vão caindo, e se dirigem ao objetivo de um Estado 100% muçulmano, tal e qual  como se tem experimentado já, ou esta em via de conclusão, em: 
Bangladesh: 83,0% de muçulmanos
Egito: 90,0% de muçulmanos
Gaza: 98,7% de muçulmanos
Indonésia: 86,1% de muçulmano
Irã: 98,0% de muçulmanos
Iraque: 97,0% de muçulmanos
Jordânia: 92,0% de muçulmanos
Marrocos: 98,7% de muçulmanos
Paquistão: 97,0% de muçulmanos
Palestina 99,0% de muçulmanos
Síria: 90,0% de muçulmanos
Tajiquistão: 90,0% de muçulmanos
Turquia: 99,8% de muçulmanos
Emirados Árabes: 96,0% de muçulmanos
Alcançar os 100% marcará o começo da Paz de “Dar-es-Salaam” (o Paraíso de Paz Islâmico).  ( paz ??? ) Aqui, se supõe a existência da paz, porque todos são islâmicos, as Madrassas são as únicas escolas, e o Alcorão a única palavra, como ocorre em:
Afeganistão: 100% de muçulmanos
Arábia Saudita: 100% de muçulmanos
Somália 100% de muçulmanos
Iêmen: 100% de muçulmanos
     Infelizmente, a paz nunca é alcançada, já que nestes estados com 100% de muçulmanos, aqueles mais radicais intimidam e vomitam ódio, e satisfazem seus anseios assassinando aos muçulmanos menos radicais, por uma variedade de razões.
“Antes de completar os nove anos, já havia aprendido a doutrina básica da vida árabe: era eu contra meu irmão;
eu e meu irmão contra nosso pai; minha
família contra meus primos e o clã; o clã
contra a tribo; a tribo contra o mundo, e
todos juntos contra os infiéis” 
León Uris, “A Peregrina


É importante entender que em alguns países, com muito menos de 100% de população muçulmana, como a Franca, a minoria muçulmana vive em guetos, dentro dos quais constituem 100%, e eles vivem sobre a Lei de “Sharia’. A policia não ousa entrar nesses guetos.
Não ha tribunais, nem escolas nacionais, nem estabelecimentos religiosos não muçulmanos. 

Nestas situações, os muçulmanos não se integram nas comunidades em geral. As crianças freqüentam as Madrassas (escolas muçulmanas), onde só estudam o Alcorão. 
Inclusive relacionar-se com um infiel é um crime punível com a morte. Portanto, em algumas áreas de certas nações, os imanes e os extremistas muçulmanos exercem mais poder do que a media nacional de penetração da população poderia indicar. Preocupado com o aquecimento global, ou com a escassez de água potável nos próximos anos deste século? Preocupado com o aquecimento global, ou com a escassez de água potável nos próximos anos deste século? Observe isto
Mil e quinhentos milhões de muçulmanos representam hoje 22% da população mundial.
Mas a sua taxa de nascimentos supera, e muito, a dos cristãos, hinduístas, budistas, judeus e todos os demais crentes.

Os muçulmanos superarão os 50% da população mundial ao final deste século.
Este é o futuro que espera ao mundo a não ser que tomemos consciência e os deixemos viver somente entre eles, em seus países, desfrutando de sua “cultura”. Não contribuíram com nada para a humanidade nos últimos 100 anos e não se vê nenhuma razão para que o façam agora.
AQUI ESTA A RESPOSTA DO GOVERNO AUSTRALIANO
Kevin Rudd, Primeiro Ministro da Austrália (2007/2010)
sobre a lei Islâmica Sharia.
Aos muçulmanos que querem viver sobre a lei Islâmica Sharia disse-lhes Quarta-Feira que se vão da Austrália, cujo governo tem empreendido uma campanha contRudd também enojou a alguns muçulmanos Australianos quando declarou que ele esta de acordo que as agências de inteligência monitorem as mesquitas da nação. Citamos: "SÃO OS IMIGRANTES, NÃO OS AUSTRALIANOS, OS QUE DEVEM SE ADAPTAR. Ou a tomam ou a deixam. Estou cansado de que esta nação tenha que preocupar-se com o fato de estarmos ofendendo a alguém o a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, estamos experimentando um reavivamento do patriotismo na maioria dos Australianos."   os radicais em um esforço para evitar potenciais ataques terroristas. 
“A maioria dos Australianos crêem em Deus. Esta não é uma posição Cristã, política ou da extrema direita. Isso é um fato, porque homens e mulheres cristãos, de princípios cristãos, fundaram esta nação. Isto é historicamente comprovável.
E é certamente apropriado que isso apareça nas paredes de nossas escolas. Se Deus te ofende, sugiro que consideres viver em outra parte do mundo, porque Deus faz parte de nossa cultura."
"Aceitamos suas crenças e sem perguntar porque. Tudo o que pedimos é que você aceite as nossas, e viva em harmonia e desfrute em paz conosco."
"Este é NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e NOSSO ESTILO DE VIDA e lhe daremos todas as oportunidades para desfrutar tudo isso. Mas depois que terminar de se queixar, murmurar e criticar Nossa Bandeira, Nosso Juramento Patriótico, Nossas Crenças Cristãs ou Nosso Estilo de Vida, lhe incentivamos a aproveitar outra de nossas grandes liberdades Australianas, .. “O DIREITO DE IR EMBORA."
"Se você não esta contente aqui então VÁ EMBORA!
Nós não te obrigamos a vir aqui.
Você pediu para vir aqui. Então aceite o país que te aceitou voluntariamente."

Necessitamos muito de líderes.
Igualmente ao que temos que fazer pelo aquecimento global, pela escassez de água potável, etc. temos que ocupar-nos em deixar aos nossos filhos e netos um mundo mais seguro">Ainda temos tempo. Quiçá se trocarmos essa mensagem entre nos, encontraremos a coragem para começar a dizer as mesmas verdades.

Fonte: Desconhecido - Ao abrir o meu arquivo de PP deparei-me com este trabalho que me foi enviado há mais de dois anos, sobre o Islão. Como actualmente estamos numa fase da vida planetária em que se movimentam milhares de muçulmanos a caminho da Europa mais precisamente para os países que pertencem ao espaço ....... e também são considerados mais ricos, achei oportuno, tal como diz o autor de enviar a mensagem a todos quantos estão preocupados com o futuro, não só do Planeta, como também dos nossos filhos! ( o texto é original na grafia: português do Brasil, as fotos, algumas também são as originais do trabalho, é que passar do PP para o word é difícil.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DEUS, NATUREZA E NÓS!


No princípio, não há lei, só há caridade.
Esta é o princípio único, que é o do amor oblativo no sentido do bem-comum. A ecologia fundamental está assegurada. Melhor, estaria, não fora a escolha não pelo amor propiciador do bem-comum, mas pelo ato egoísta de querer para mim o bem que não me pertence, por natureza: eis o significado eco-ontológico profundo do pecado. É o atentado contra esta principialidade eco-ontológica primeira que faz surgir a primeira lei, não já princípio positivo puro, mas interdição de frequência do lugar do bem-comum.
Percebe-se, assim, melhor o que Sua Santidade o Papa Francisco quer dizer quando usa a expressão «ecologia económica», no § 141 da sua Carta Encíclica Laudato Si’. No parágrafo anterior afirma: «Assim como cada organismo é bom e admirável em si mesmo pelo facto de ser uma criatura de Deus, o mesmo se pode dizer do conjunto harmónico de organismos num determinado espaço, funcionando como um sistema».
O princípio edénico fundamental posto absolutamente pelo ato de suprema caridade divina ao criar o mundo permanece: o Éden não é coisa mítica, mas a atualíssima possibilidade, posta ao nosso alcance, de, ainda hoje, sobretudo hoje, persistir em fazer o bem, não apenas em tolerar, que é um ato de vil sobranceria, não apenas em respeitar, que é um ato mínimo – como Kant bem percebeu –, mas em amar quer cada uma das criaturas quer a sua totalidade, neste que sempre foi o ecossistema global, a nossa Terra.

«Nossa Terra», não porque sejamos donos dela, mas porque é o comum lugar da nossa comum possibilidade. A nossa relação com esta Terra, com este ecossistema que nos é universal e necessário, não pode continuar a ser algo de depredatório, se a humanidade, isto é, cada um de nós, quiser continuar a poder ser. É claro que podemos continuar factualmente a ter com o ecossistema geral uma relação de constante depredação, mas, então, o próprio ecossistema irá naturalmente eliminar o fator de ameaça, nós próprios.

Tal não será apenas justiça poética, mas verdadeira justiça ecológica, pois o «logos» da «casa» não pode permitir que alguns dos seus habitantes, por mais entumescidamente vaidosos que sejam, aniquilem algo que não foi feito para ser por eles aniquilado. O paradigma económico do ecossistema é inexorável, como toda a economia naturalmente é, sem apelo, pois é o modo mecânico natural de o ecossistema se autorregular, tendo em vista a sua manutenção. A economia, seja em que forma for, é sempre antientrópica: quando falhar, a entropia vence. A ecologia é a economia não mecânica, como se o ecossistema possuísse uma finalidade intrínseca e de tal tivesse consciência.

As ciências positivistas negam tal posição, se bem que estejam continuamente a cair em afirmações finalistas, de que não conseguem escapar sem cair num caos lógico total que as arruinaria. Mas as tradições filosóficas e religiosas como a cristã assumem a finalidade intrínseca da ecossistémica global. De tal finalidade faz parte a possibilidade de integração do ser humano como coobreiro do aperfeiçoamento do estado natural; mas também faz parte a possibilidade contraditória.
Em termos universais, independentemente de ciência/ideologia, religião, menorização psicológica do ato humano, pode haver estruturalmente duas formas paradigmáticas de relacionamento com o ecossistema universal – extensíveis a isso que venham a ser os lugares de uma possível expansão externo-espacial da humanidade –, com a Terra: ou a tratamos como o filho Úrano, que constantemente a violava e mantinha nela, mortos para a liberdade, os frutos de tais atos, usando a Terra como escrava para os nossos mais vis caprichos,
ou tratamos a terra como a branda e persistente chuva, que a penetra amorosamente, tornando-a verde, fértil e generosa, como só Deus, feito fecundo húmus, é.
A forma como tratamos a Terra é a forma como tratamos Deus e os nossos semelhantes. Que sou eu para com eles: mais uma besta depredatória ou mais um suave amante, que se desfaz carinhosa e caridosamente em dom, recebendo como glória todo e cada novo broto, de erva e de carne?
Todo o bem é esplendor do espírito de Deus; todo o mal, a sombra que o meu vício por sobre tal lança.
Deus é o grande ecologista, esse que escreveu o manual definitivo da ecologia. Convém lê-lo e pô-lo em pragmática prática. Não o fazer, é auto-aniquilarse: o que é ecologicamente perfeito, do ponto de vista da economia ecológica. Se dúvidas houver, é escolher, e esperar o resultado.
Está nas nossas mãos, de nós, que recebemos o bem, o manual de instruções e o poder de administrar tal bem. Não será o «dono da vinha» que virá cuidar dela por nós.
Repetimos, está nas nossas mãos.


Américo Pereira 
Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas 
Publicado em 08.09.2015
Fonte:Pastoral da Cultura

DESINIBIÇÃO O CAMINHO DA VULGARIDADE!

Desinibidos

As pessoas privadas de inibições não são, de todo, as mais amáveis, nem sequer as mais livres. Curiosamente, descubro entre os livros da casa em que estou de férias, com familiares, uma edição das “Minima moralia” do filósofo alemão Theodor W. Adorno (1903-1969): não sei quando a comprei nem se a li integralmente. Folheio estas páginas um pouco amarelecidas e dou de caras com as muitas reflexões que o filósofo de Frankfurt dedica às contradições da sociedade de massa.
Nos nossos dias, mostrar-se desinibido é quase uma questão de honra. A televisão, a este respeito, é uma escola que não conhece férias. E por esta via é-se convencido de se ser desenvolto, amável, superior e, sobretudo, verdadeiramente livre. Não há necessidade do saber de Adorno para desmentir este lugar-comum que, infelizmente, fascina os jovens e até os mais velhos.
O resultado, com efeito, não é nem amabilidade, mas vulgaridade e imitação. A pessoa torna-se quase como macaco amestrado que repete os gestos extremos de determinado homem de espetáculo ou do personagem de turno. É-se parecido com papagaios aos quais são ensinados palavrões para escandalizar.
Na realidade, os desinibidos fazem pena e aborrecem quando se tem apenas um pouco de gosto e de honestidade intelectual. Por isso, não nos impressionemos por estes anões e bailarinas, e continuemos a conservar o verdadeiro sentido da liberdade, da dignidade, do bom gosto, da beleza, da afabilidade, ainda que seja verdade – como dizia Bacchelli – que «os estúpidos impressionam, mas só pelo seu número».


P. (Card.) Gianfranco Ravasi 
Presidente do Pontifício Conselho da Cultura 
Trad.: Rui Jorge Martins 
Publicado em 08.09.2015
Fonte: Pastoral de Cultura

DEUS ESCOLHE O QUE É PEQUENO PARA MANIFESTAR A SUA GLÓRIA!

Deus caminha com santos e pecadores
O caminho e as pequenas coisas constituem duas das características em que se realiza a reconciliação entre Deus e o ser humano, quer ele seja santo ou pecador, sublinhou hoje o papa Francisco, no Vaticano.
Referindo-se ao primeiro excerto bíblico proclamado nas missas desta terça-feira, na qual a discreta povoação de Belém se tornará conhecida por ser a terra natal de Jesus, o papa vincou que Deus escolhe «as coisas pequenas, as coisas humildes, para fazer as grandes obras», relata a Rádio Vaticano.
«E também nos aconselha a fazermo-nos pequenos, como crianças, para poder entrar no Reino dos Céus», prosseguiu Francisco.
A reconciliação ocorre também ao longo de um processo, «caminhando»: «O Senhor não quis pacificar e reconciliar com a varinha mágica – hoje, “bum!”, está tudo feito. Não. Pôs-se a caminhar com o seu povo».
O Evangelho deste dia, em que a Igreja assinala o nascimento de Maria, Mãe de Jesus, descreve a genealogia do Filho de Deus, trecho que pode ser considerado «algo aborrecido: este gerou este, este gerou este, este gerou este… É um elenco: mas é o caminho de Deus».
«É o caminho de Deus! O caminho de Deus entre os homens, bons e maus, porque neste elenco há santos e há também pecadores criminosos. Há muito pecado, aqui. Mas Deus não se alarma: caminha. Caminha com o seu povo», vincou o papa.
A proximidade de Deus e o facto de «caminhar com bons e mais» revela aos cristãos o seu «estilo de vida», apontou.
«Deus sonha. O nosso Deus Pai tem sonhos, e sonha coisas belas para o seu povo, para cada um de nós, porque é Pai, e sendo Pai pensa e sonha o melhor para os seus filhos», frisou Francisco.
Para o papa, Deus ensina «a fazer a grande obra da pacificação e da reconciliação no pequeno, no caminho, no não perder a esperança com a capacidade de sonhar grandes sonhos, grandes horizontes».
A terminar a homilia, Francisco afirmou: «Continuamos a celebração, agora, do memorial do Senhor naquilo que é pequeno: um pequeno pedaço de pão, um pouco de vinho… no pequeno. Mas neste pequeno está tudo. Está o sonho de Deus, está o seu amor, está a sua paz, está a sua reconciliação, está Jesus».

Rui Jorge Martins 
Publicado em 08.09.2015
Fonte: Pastoral de Cultura

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A FRONTALIDADE E DETERMINAÇÃO DA ÉPOCA SÃO EXEMPLOS A TER EM CONTA NOS DIAS DE HOJE!

SUAVIDADE E FORTALEZA SÃO DUAS QUALIDADES DESTE GRANDE HOMEM, PASTOR DA IGREJA!
São Pio X
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Plinio Corrêa de Oliveira – líder católico brasileiro
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A elevação de São Pio X à honra dos altares teve um significado todo especial, na época difícil que o mundo atravessa.
Muito se procurou deformar a fisionomia do grande Pontífice, para mostrar apenas o aspecto manso, humilde e simples, desprezando a sua energia sem limites, a sua decisão inflexível, o seu zelo heróico e inquebrantável pela pureza da doutrina.
Chegaram mesmo a fazer de São Pio X a figura de um bonachão simplório, ao agrado dos liberais, dos desfibrados e dos sentimentais.
Contudo, no santo Pontífice é preciso não separar, nem preterir uma a favor de outra, as duas qualidades, que são, aliás, as qualidades de todo e qualquer bom católico: a suavidade e a fortaleza.
Suavidade, que não deve ser a pieguice mórbida das sensibilidades descontroladas, mas que é antes de mais nada o domínio absoluto da razão sobre as paixões, sobre as idiossincrasias, sobre os afetos, sobre todos os movimentos da parte inferior da natureza humana. 
Fortaleza, que não deve ser a brutalidade estúpida dos bandidos e dos tiranos, mas a determinação inabalável de cumprir o dever, custe o que custar.
E assim Fortaleza e Suavidade não se excluem nem se opõem, mas se completam e se harmonizam.
São Pio X realizou maravilhosamente, em sua vida, a síntese destes dois aspectos do Catolicismo. 
Acolhedor e afável para os bons e os verdadeiramente arrependidos, foi o martelo inexorável das heresias, não regateando os golpes com que feriu os propagandistas do erro.
E é este mesmo Papa doce e amável quem acumula, em suas encíclicas, as expressões duras e contundentes contra os semeadores da mentira e da discórdia.
E ainda aí havia suavidade, a inenarrável suavidade do pastor que, por amor de suas ovelhas, acomete corajosa e intrepidamente, sem cuidar de si, a matilha dos lobos esfaimados. 
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As taras acumuladas durante o século XIX vieram abrolhar neste tumor maligno do modernismo, feito de impressionismos vagos, de exaltações suspeitas, de sentimentalismos adocicados, de um filantropismo naturalista e de um irracionalismo sensualista.
Mas, sobretudo, o modernismo, por sua própria natureza, se apresentava com esta nota inédita:
Era a primeira heresia que não abria luta declarada contra a doutrina oficial, mas se confundia habilmente em manejos tortuosos, procurando aninhar-se jeitosamente no seio da Igreja.
Pois bem. Foi São Pio X quem, de espada em punho, saiu
a desentocar a serpente, para tocá-la donde ela não
queria sair.

Entretanto, embora ferido de morte, o modernismo ainda continua a existir por aí, procurando sempre empestar os ambientes católicos.
Certas mofas, que de vez em quando se ouvem, contra o raciocínio discursivo e contra o valor da apologética, não tem outra origem.
Certo gongorismo intelectual, que consiste em jogar jeitosamente com o valor das ideias, burlando-lhes o sentido tradicional, tudo consistindo em divagações imprecisas, cheias de vaidade e pobres de verdade, com aparências de profundidade, e não passando de escamoteação, também vem daí. 
Esta incoerência em que se diluem os conceitos mais elementares, que se pode notar tantas vezes, ainda é modernismo.
E, principalmente, tanto laxismo, que corre mundo sob capa de caridade, não passa de autentico modernismo.
Portanto, nada mais a tempo do que canonização de São Pio X, a fim de que as virtudes do grande Papa sejam um estímulo e exemplo para os que combatem os erros da era presente. 
.*   *   *
.Excerto de “O Legionário”, n° 488, 18 de janeiro de 1942, pág. 1